Tentei esquecer que o carnaval existia. E como esquecer o carnaval justamente no país do carnaval? Tentei meditar, li um livro, e outro, e outro, vi um filme, e outro e mais outro. Comi um brigadeiro, uma panela inteira de brigadeiro depois que você me mandou uma mensagem perguntando se estava tudo bem. Não, não estava.
Chegou a quarta-feira de cinzas. Você não mandou uma mensagem, uma rosa, um sopro forte no meu coração. Não mandou um "oi", um "senti sua falta" ou um emoticon simples sorrindo simpático.
Acompanhei seus passos. Estava online quando trocou a foto de perfil e quando colocou aquele engradado de breja gelada como foto de capa. Vi você autorizar as fotos para visualização e vi, detalhadamente, cada um dos 49 perfis femininos que você adicionou em minutos.
Eu queria ter sido tudo pra você e passei o carnaval fazendo planos pra nós. A cada novo like nas suas fotos, porém, desabei. Fiquei ouvindo músicas românticas, chorei por dentro e imaginei tudo que gostaria que tivéssemos sido. Destrutivamente, te imaginei com as 49. Doeu absurdamente. Não quero mais acreditar nesse tal de amor, porque ele tem machucado demais.
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