A gente lê por ai que a vida é feita daqueles momentos em que perdemos o fôlego. Perdemos o fôlego naquelas situações óbvias em que somos promovidos, andamos de avião pela primeira vez ou resolvemos pular de paraquedas. Esses momentos são marcantes e importantes, claro, mas os que ficam grudadinhos no coração são bem mais simples que isso.
Perdi o fôlego na primeira vez que me chamou de "amor" despropositadamente enquanto dirigia daquele seu jeito louco me deixa morta de pavor. Perdi quando segurou na minha mão e disse que iria comigo até o fim. Quando me permitiu sentir o mais prazeroso amor do mundo.
Perdi o ar quando me abraçou na cintura e fez compras comigo no mercado. Quando sentou e comeu seu hotdog que nem um ogro, e ficou me observando comer o meu. Quando me disse que amava cachorros, e amou rolar no chão com o meu (e ele te amou também).
Perdi o chão quando me disse que queria ter um filho meu. Um com os meus olhos e o seu lindo tom de pele. Um que tivesse o meu sorriso e o seu nariz. Minha inteligência e o seu bom temperamento. Um filho que simbolizasse aquele amor de momentos, E que nos fizesse perder o fôlego, juntos, a cada pequeno gesto.
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